Freud ao formular a teoria das neuroses, colocou um destaque na neurose complexa principalmente na que ele chamava de histeria de conversão, isto é, o paciente convertia o elemento emocional de um acontecimento em um elemento físico. P. ex:. as pessoas chegavam a ficar privadas da visão depois de um trauma emocional, ainda que sem muita importância outras pessoas, estas em número maior, desmaiavam e assim por diante.
Isto serve para provar que as emoções estão intimamente ligadas às sensações físicas; mas parece que Freud não se deteve na análise dessa relação.
Os seguidores de Freud, igualmente, insistem em separar o mental do físico, como se uma coisa não tivesse nenhuma relação com a outra. Ora, a psicanálise concentra sua atenção exclusivamente no funcionamento da psique, considerando as entidades mentais pensadas por Freud, o id, o ego e o superego, como responsáveis pelo comportamento humano. Na visão de Freud, o homem não é mais do que um brinquedo nas mãos do inconsciente, ao qual se desenrola uma batalha entre a essa Tríade.. cada uma tentando exercer o controle. Para Freud, toda a atividade humana é dirigida pelo inconsciente.
Por outro lado, os teóricos do comportamentalismo que defendem o ponto de vista em que, todo o comportamento humano se resume no condicionamento, também se baseiam nesse pressuposto de que o homem é dirigido pelo inconsciente, isto é, o comportamento humano é originado e modificado por meio de condicionamentos apropriados, dos quais ele mesmo não "venha se dar conta". - (que coisa mais perigosa nas nossas relações).
Se, toda esta visão da atividade mental deixa de lado, ou não leva em conta, uma coisa fundamental na vida do ser humano: A VONTADE.
Ao que parece, lendo Freud e os comportamentalistas, que o homem não tem vontade, ou que não tem como exercer a sua própria vontade. Tudo se passa a sua revelia. O homem está destinado, segundo essa visão, a ser dirigido por forças exteriores a ele mesmo; e ele não pode fazer nada para modificar essa situação..
Se observarmos, atentamente, a nossa maneira de agir, ( uma coisa complicada ao estado de espírito que nos encontramos), veremos que realmente o homem se move levado por forças externas, através das suas emoções. Ele vive, inconscientemente, em função de acontecimentos exteriores a ele mesmo! E esta é uma das causas de sofrimento humano, depois do apego..
A despeito disso, a partir do desenvolvimento emocional, podemos aprender a exercer a nossa vontade, tornando-nos donos da nossa própria vida. Podemos libertar-nos da dependência e do domínio que o outro, ou as circunstâncias da vida, exercem sobre nós, qualquer que seja a forma desse domínio.
Para isso, basta QUERER, é essa a palavra, querer mudar..estabilizar nossas emoções através da Vontade, visualizar a mudança, sejam de hábitos, sejam de pensamentos e Agir, é essa palavra-chave!
Para a Felicidade, a sua causa é a nossa Ação... mesclada ao equilíbrio de Aristóteles com ação imperativa de categoria ao bem de todos ao o que refere-se o Imperativo de Kant.
Abraços!
Alexandrino.
Bibliografia: OSBORNE, Richard. Freud para principiantes. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
